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  • Foto do escritorInstituto Genéve

Dislexia

“É uma dificuldade que ocorre no processo de leitura, escrita, soletração e ortografia. Não é uma doença, mas um distúrbio com uma série de características. Torna-se evidente na época da alfabetização, embora alguns sintomas já estejam presentes em fases anteriores. A dislexia independe de causas intelectuais, emocionai e culturais. Há uma discrepância inesperada entre o seu potencial para aprender e seu desempenho escolar. É hereditária e a maior incidência é em meninos na proporção de três para um”. (definição de IDA – Internation Dyslexia Association). Trata-se de um distúrbio de origem neurológico, congênito e hereditário, sendo comum apresentar-se em parentes próximos. O disléxico tem uma deficiência na decodificação dos símbolos escritos, o que os impossibilita de compreender o significado de um texto.



Quais os sintomas?

  • LEITURA

- Quando lê, a sua tensão está voltada para o código, em consequência, esquece do sentido do que acabou de ler.

- A velocidade normal de leitura de uma palavra é de 200 a 300 milissegundos. O disléxico leva em 600 milissegundos.

- A maioria dos disléxicos tem também disgrafia, que é a letra muito ruim.

- Possuem também dispraxia (pouca eficiência motora), em consequência não conseguem organizar-se no espaço da folha do caderno. As letras geralmente variam de tamanho e parecem “pular” das linhas.

- Lê sem respeitar a pontuação e “gruda” palavras pois devido ao seu problema de sequenciação, não identifica o final delas.

- Pouco domínio do sistema ortográfico, pois possui a dificuldade de identificar, descriminar, escolher a representação gráfica.

  • ESCRITA

- Pouco domínio do sistema ortográfico, pois possui a dificuldade de identificar, descriminar, e escolher a representação gráfica.

- O disléxico não consegue transformar seus pensamentos em palavra escrita. Elaborar um texto é extremamente laborioso, com muita dificuldade em construir sequências e parágrafos num sentido lógico-gramatical. Em consequência o texto sai extremamente pobre, discrepante com o conteúdo da sua imaginação, que geralmente é muito criativa. - Como sua leitura é muito lenta, demora muito tempo para elaborar cópias.

- Devido ao seu problema com sequenciação, não consegue usar dicionários, tem muita dificuldade, pois a informação inverte na hora em que é trazida.

- Não consegue decorar regras gramaticais, graças aos problemas com memória imediata e consequentemente, de trabalho.

-Muitos disléxicos possuem disnomia, que é a incapacidade de achar a palavra certa para o objeto certo. Então falam “a coisa”, o “negócio”, o “carinha”.

- Dificuldade na expressão oral, principalmente se for uma resposta rápida. A linguagem oral também depende da habilidade fonológica, pois para isso é necessário que se vá até o “dicionário interno”, selecione os fonemas apropriados, ponha-os em sequência lógica e o expresse a palavra.


Soluções para ajudar:

- Alinhavar a matéria a ser aprendida no início de cada bimestre.

- Anotar na agenda o que vai ser exigido dele durante a semana, para que possa se programar. - Permitir fazer redações gravadas ou ditadas a alguém.

- Permitir a redação em duplas: um pensa o outro escreve e depois inverter.


GERAL:

• Dificuldade em seguir muitas ordens ao mesmo tempo. Por exemplo; “Abra o livro de história na página 39, faça agora os exercícios 1, 2 e 3 no caderno, e os exercícios 4 e 5 faça em casa numa folha de monobloco para ser entregue até 4ª feira.”

• Problemas com coordenação motora fina: pintar, desenhar, amarrar, costurar.

• Problemas com a coordenação motora grossa: falta de habilidade nos esportes, a criança é estabanada, derruba coisas da carteira.

• O disléxico tem muita dificuldade para aprender uma segunda língua, uma vez que a relação fonema / grafema segue um padrão diferente. Porém é capaz de aprender “de ouvido”.

• Baixa resistência a frustração, devido aos repetidos fracassos.

• Resistência a atividades que exijam leitura e escrita.

• Resistência a atividade em grupo, não querem se expor.

• Geralmente escrevem pouquíssimo, ou respondem somente “SIM” ou “NÃO”, às questões escritas, devido a seu medo de errar.

• Sentimento fortíssimo de menos valia.

• Podem se transformar no “fantasma” da classe, no “palhaço” ou no “contraventor”.


OUTRA SUGESTÕES

- Nomear tutores, colegas de classe que tenham dom de ajudar.

- Dar dicas e atalhos, jeitos de fazer associações que ajudem a lembrar-se dos pontos da matéria.

- Realizar vários tipos de trabalhos práticos valendo para nota, apresentados em diferentes expressões e linguagens, envolvendo estudo, pesquisa, criatividade e experiências diversas.

- No aprendizado da segunda língua, realizar, em alternativa a avaliação, pesquisas sobre a cultura inglesa, americana, hispânica, alemã ou francesa, dependendo da língua ensinada.

- Permitir a prova de um determinado ponto da matéria, ser um desenho. A criança pode desenhar uma cidade medieval, por exemplo.

- Permitir o uso de gravadores e máquina fotográfica nas aulas, nos momentos apontados pelo professor.

- Solidariedade, ênfase nos pequenos sucessos, muito elogio. Estar ciente que o disléxico se cansa muito nas tarefar escritas principalmente.

- Evitar expô-lo em peças, jogral, ou qualquer atividade que envolva memória de textos.

- Evite rotula-los. “Dê ao aluno as possibilidades de aprender do jeito que ele aprende”



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