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Psicoterapia Familiar e de Casal
Psicoterapia Familiar
O relacionamento entre casais e entre membros de uma família tende a desenvolver padrões rígidos, os quais muitas vezes trazem conseqüências indesejáveis que se expressam de inúmeras formas. Neste caso a psicoterapia visa facilitar com que os membros do casal ou família ampliem suas consciências em relação a essas estruturas, o que gera, naturalmente uma descristalização, possibilitando que os distúrbios ligados à estrutura familiar possam ser superados.
A família continua sendo fundamental para o desenvolvimento de qualquer se humano. E as figuras do pai e da mãe continuam sendo importantes como modelos de amor e de autoridade e na transmissão de valores, é no seio familiar que a criança aprende os primeiros passos em direção às relações.
Hoje valores se perderam e não foram substituídos, o que faz crescer a ansiedade na busca de respostas para algumas questões:
· Como agir quando um filho se envolve com drogas ou simplesmente vive “desligado” ou que apresente distúrbios alimentares como anorexia (recusa à comida), bulimia (desejo irresistível e comer constantemente), Transtorno de Déficit de Atenção/hiperatividade e doenças crônicas?
· Como evitar as desgastantes ciumeiras e discussões dentro e casa?
· O que fazer quando os pais são repressivos?
· E quando são alcoólatras?
· Como enfrentar a perda de um ente querido?
· E a filha adolescente engravidar, ou o filho abandonar a escola?
· E se os pais apresentam medos constantes superprotegendo seus filhos, obstaculizando o desenvolvimento da autonomia, tomada de decisão dos mesmos ?
Certos acontecimentos podem desestruturar as relações familiares. Sinais de que talvez seja hora de recorrer à terapia familiar.
Psicoterapia de Casal
O relacionamento conjugal constitui um eixo ao redor do qual se formam as demais relações no contexto familiar. O casal é a base para a construção de uma família. No entanto, como todo relacionamento interpessoal, a convivência pode tornar-se difícil.
Os problemas conjugais estão entre os principais agentes de estresse, depressão e ansiedade. Problemas sexuais, falta de confiança, falta de comunicação, brigas constantes, agressão verbal e física constituem sinais de que a relação do casal não está bem.
Situações de crise, raiva e violência, infidelidade, rompimento do relacionamento contra a vontade de um dos cônjuges e o momento de terminar o relacionamento, podem ser alguns dos motivos pelos quais se procura a terapia de casal.
Alguns elementos são essenciais ao desenvolvimento da estabilidade conjugal. Um bom indicativo dessa estabilidade podem ser aspirações, objetivos e interesses comuns do casal, somando-se e reforçando-se reciprocamente.
A meta principal da terapia de casal é favorecer o desenvolvimento de comportamentos que conduzam a um melhor relacionamento interpessoal. Para tanto, faz-se necessário buscar a história individual e familiar dos cônjuges e a história do relacionamento conjugal. A partir do conhecimento das preferências, dos desejos, dos sonhos e das necessidades individuais do casal, podem ser traçados objetivos comuns para os parceiros, que irão engajar de forma mais satisfatória e melhorar o relacionamento interpessoal.
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TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO – TOC
O que é TOC e quais são os seus sintomas? Sou ou não um portador do TOC?
O TOC é um transtorno mental caracterizado como um transtorno de ansiedade composto por obsessão e compulsão. As obsessões são pensamentos que invadem a mente de forma repetitiva, persistente e incontrolável. As obsessões são acompanhadas de medo, angústia, depressão, aflição, culpa ou desprazer. Dentre as obsessões mais comuns envolvem: preocupação excessiva com sujeira, germes ou contaminação, preocupação em armazenar, guardar coisas inúteis e economizar, preocupações com doenças ou com o corpo, dúvidas, pensamentos supersticiosos: preocupação com números especiais, cores de roupas, datas e horários, pensamentos ou impulsos de ferir, insultar ou agredir outras pessoas.
As compulsões ou rituais são comportamentos ou atos mentais voluntários e repetitivos que aliviam momentaneamente a ansiedade associada às obsessões, levando a pessoa a executá-las toda vez que sua mente é invadida por uma obsessão. E, como são bem sucedidas, a pessoa é tentada a repeti-las em vez de enfrentar seus medos, tornando-se prisioneiro de seus rituais. As compulsões ou rituais mais comuns são: lavar as mãos, tomar banho repetidas vezes e em um curto espaço de tempo, revisar várias vezes as portas, janelas ou o gás antes de dormir, compulsões mentais: rezar, repetir palavras, frases, contagens de números. A obsessão e a compulsão caminham juntas. Pode haver o predomínio de uma ou de outra. Mesmo desejando ou se esforçando, a pessoa não consegue afastar ou suprimir as obsessões e compulsões de sua mente.
Os tratamentos psicológico e psiquiátrico são necessários para portadores do Transtorno Obsessivo Compulsivo – TOC.
Jucélia Judith Marty - CRP 08/1881
( matéria publicada no Jornal do Círculo Militar do Paraná) |
REFLEXÕES SOBRE A VIDA E A MORTE
Ao longo do percurso da vida, vamos sofrendo perdas equivalentes a pequenas mortes. O próprio crescimento implica morte. Para que venha o novo, é necessário que o antigo se transforme. À medida que a vida se faz, percebemos a alternância rítmica de ciclos de vida e de ciclos de morte. Cada fase do nosso crescimento implica fechar o antigo e dar passagem ao novo. O nosso próprio nascimento surge da morte da vida intra-uterina.
Na vida de todos nós ocorrem eventos que trazem em si embriões de novas direções. Esses entroncamentos de estradas assinalam que um modo de viver acabou, e que um novo estilo está emergindo, cercado de nebulosidade...
Se permanecermos atentos à mensagem proveniente do nosso interior, aprenderemos a perceber que esses ciclos se fazem anunciar. Às vezes o contato com sonhos e imagens,- nos dá oportunidade de nos prepararmos para passar pelo desconhecido que está por surgir. Isso significa enfrentar a insegurança, de não saber o que fazer com a própria energia, ciente de que algo vai emergir, mas não sabendo o que e em que direção.
Atravessar cada morte é aprender a respeito da transformação que resulta de cada momento de perplexidade, de não saber. Crescimento, mudança e maturação ocorrem pela de-formação do antigo e pela formação do novo. Não existem marcos importantes de nossas vidas que não sejam acompanhados de sentimentos de morte, porque não existe crescimento sem finalizações e perdas.
Quando ocorre uma perda concreta de alguém muito amado, a energia fica desvinculada, e somos tomados por uma carga excessiva de energia. Sempre que ficamos desvinculados e a energia fica solta, somos tomados de assalto por sentimentos que nos aterrorizam...
A morte, como as diferentes perdas, geram liberação de energia sem direção, nem forma, intensificam a impotência e o desamparo. A dor e o luto relacionam-se com a perda e o conseqüente sentimento de ser abandonado. Esse medo de ficar só assume tal proporção que, mesmo as relações interpessoais mais destrutivas, são preferíveis ao enfrentamento do vazio. A dor que não encontra um canal de expressão transforma-se em doença.
Só nos cabe arejar, dar espaço, entregar-se, viver o caos da experiência da morte, viver o nada. Só então ressurgiremos modificados. A presença constante da possibilidade de perda provoca, paradoxalmente, a urgência de viver...
Não existe um jeito “certo”, “adequado” de fazer a passagem. Cada um tem o seu ritmo e o seu espaço. Ficar contrapondo aquilo que você é como aquilo que acha que deveria ser, apenas traz um desgaste a mais.
JUCÉLIA JUDITH MARTY
Psicóloga - CRP 1881/08
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Psicoterapia Infantil
A Psicoterapia Infantil é um tratamento dirigido à crianças. Ela conta com recursos lúdicos a fim de abordar o mundo infantil, considerando as necessidades particulares e os aspectos especiais das crianças. Tem-se como referencial o sofrimento da criança e como objetivo, ajudá-la a encontrar caminhos para sentir-se melhor.
São inúmeras as razões que levam pais ou responsáveis a procurar terapia para suas crianças.
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Podemos destacar o baixo rendimento escolar, comportamentos agressivos, timidez, enurese noturna, hiperatividade, dificuldades de interagir com crianças ou familiares, depressão, obesidade, entre outros sintomas. Os comportamentos-problema nas crianças podem estar associados à falta de habilidade para lidar com situações adversas e difíceis, como a separação dos pais ou mudança de escola. Nestes casos, a terapia irá auxiliá-la, com a metodologia adequada, na aquisição de novos comportamentos eficientes para lidar com as situações geradoras de estresse emocional.
A constatação de que a criança com dificuldades psicológicas está tentando resolver um problema no meio onde ela está inserida, difere da visão simplista que ela estaria criando outro(s) problema(s) e conduz a um importante ponto da visão sistêmica. Trata-se do envolvimento dos pais no processo terapêutico do filho, através de sessões de orientação. Em tais encontros, os pais aprendem formas alternativas de ajudar o filho, bem como passam a entender o que o ocorre no contexto familiar e o que poderia estar gerando ou mantendo o problema. Percebe-se, neste modelo, que todo ambiente no qual a criança interage, deve ser considerado e também ser foco de intervenção. Neste sentido, pode-se orientar, inclusive, outros familiares e a escola.
O terapeuta, através de sua relação genuína com a criança, inicia um processo de mudança comportamental dentro do consultório com o intuito que estes progressos generalizem para os ambientes naturais da criança. Assim ela conseguirá se comportar de forma a se sentir bem em todas as esferas de sua vida. |
O TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE (TDAH) NA VIDA ADULTA
Durante muito tempo, pensou-se que o TDAH fosse um problema restrito à infância e quando chegasse na adolescência, os sintomas desapareceriam.
Hoje, sabe-se que os sintomas do transtorno acompanham até a vida adulta.
O tripé básico do TDAH em adultos é o mesmo que em crianças: distração, impulsividade e hiperatividade ou inquietude. Além disso, podem-se encontrar outros sintomas, tais como:
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Sensação de baixo rendimento, de não atingir as próprias metas
Adiamento crônico do início de tarefas
Muitos projetos tocados simultaneamente; dificuldade em finalizá-los.
Busca freqüente por forte estimulação
Tendência em falar o que vem à mente, sem considerar o momento (impulsividade)
Humor oscilante
Criativo, intuitivo e inteligente
Inquietação física ou cognitiva
Dificuldade em seguir rotina e regras |
Dificuldade em organizar-se
Intolerância ao tédio
Facilidade para distrair-se
Sensação de insegurança
Temperamento esquentado
Impaciência. Baixa tolerância à frustração.
Problemas crônico de auto-estima
Auto-observação imprecisa
Tendência a uma preocupação desnecessária e sem fim
Tendência a comportamento viciado (droga, álcool, jogar, fazer compras, comer ou trabalhar demais)
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Os prejuízos decorrentes de todos esses sintomas vão desde os mais leves até os mais graves, com conseqüência no funcionamento em todas as áreas da vida humana, ou seja, pessoal, acadêmico, social e profissional. Ter um diagnóstico significa colocar a vida inteira dentro de uma perspectiva correta e trazer compreensão para dificuldades sentidas desde sempre. A auto-estima é modificada, pois percepções negativas de si mesmo – “preguiçoso, lerdo, desastrado, avoado, maluco” – não são mais justificadas. Há uma razão para esses comportamentos!
Jucélia Judith Marty
Psicóloga e Psicopedagoga – CRP/1881 |
Gestalt terapia
Sobre a Gestalt terapia alguns autores escrevem da seguinte forma
`A Gestalt é principalmente uma postura diante da vida, que implica um contato vivo com o mundo, com a pessoa do outro, na sua singularidade, sem pré-concepção de qualquer ordem [...].
A principal característica do terapeuta para executar bem o seu trabalho é a qualidade de sua presença: uma atitude descontraída e atenta, inteira, disponível, energizada.`
Jean Clark Juliano, 1999
`A Gestalt, para além de uma simples psicoterapia, apresenta-se como uma verdadeira filosofia existencial, uma `arte de viver`, uma forma particular de conceber as relações do ser vivo com o mundo.
A genialidade de Perls* [...] foi elaborar uma síntese coerente de várias correntes filosóficas, metodológicas e terapêuticas européias, americanas e orientais, constituindo assim uma nova `Gestalt`, na qual `o todo é diferente da soma de suas partes` [...].
Ela dá ênfase à tomada de consciência da experiência atual (`o aqui e agora`, que inclui o ressurgimento eventual de uma vivência antiga) e reabilita a percepção emocional e corporal [...].`
Serge e Anne Ginger, 1995.
* Frederick Perls foi o principal responsável pelo desenvolvimento da Gestalt-Terapia
São alguns conceitos básicos da Gestalt-terapia: o ser humano é um ser de relação (relação consigo mesmo, com o mundo, com os outros); totalidade e integração (a pessoa como uma unidade psique-corpo-espírito); o ser humano como unidade indivíduo-meio (o ser humano está constantemente interagindo com limites sociais e ambientais); unidade de passado, presente e futuro (o aqui-e-agora é o tempo e o lugar onde as modificações podem ocorrer); auto-regulação (o ser humano é um todo unificado que se auto-regula). [...]
A palavra `Gestalt`, derivada da raiz germânica `Gestalten`, significa todo ou configuração. Na Psicologia da Gestalt, gestalten são totalidades significantes da experiência. Para a Psicologia da Gestalt o todo é diferente da soma de suas partes. Há uma condição inata de necessidade humana de organização e de integridade da experiência perceptual, da qual podemos depreender que uma pessoa não pode prosseguir seu processo de crescimento até antes de haver completado qualquer coisa que experiencie como incompleta em sua vida.`
Ênio Brito Pinto, 2006
Referências:
GINGER, Serge e Anne. Gestalt - Uma Terapia do Contato. São Paulo: Summus, 4ª. Edição. 1995. Pg 17
JULIANO, Jean Clark. A Arte de Restaurar Histórias - O Diálogo Criativo no Caminho Pessoal. São Paulo: Summus, 1999. Pg 25 e 26
PINTO, Ênio Brito. In: http://www.gestaltsp.com.br/textos/alguns%20aspectos.htm
Camilla Correia
Psicóloga - CRP 08/13120 |
PSICOTERAPIA: UM CAMINHO PARA O AUTO-RESGATE DO TDAH
Nossa socialização tem se dado através de uma educação no mínimo equivocada, impondo-nos um padrão, padrão esse que serve ao mundo:
Para os pais, é mais fácil educar um filho obediente, submisso, que não questione regras e leis estabelecidas. Qanto mais a criança que se adequar a esses padrões, melhor filho(a) será considerado(a). Quando esse menino (a) torna-se um profissional, o mercado cobra dele: liderança, carisma, arrojo... Como se ele(a) tivesse podido experenciar seus potenciais de criatividade, ousadia, individualidade.
Para os professores, o melhor aluno é aquele que não `atrapalha` a aula, mesmo que ela esteja enfadonha e não tenha qualidade. A nota, isto é a recompensa é dada muito mais pelo comportamento, pela `simpatia` do aluno do que pela sua capacidade, seu aprendizado. Infelizmente, não faz parte desse aprendizado a qualidade de vida, o relacionar-se bem, com respeito a si e aos outros, o cooperar, o amar, como se tudo isso fosse menos importante em nossa trajetória.
Para o governo, quanto mais culpada e insegura for a população, mais facilmente aceitará o desemprego, o salário mínimo, o achatamento de seu salário, impostos abusivos, a corrupção, etc.
Para a religião, quanto mais em pecado o cidadão sentir-se, mais submisso ficará às regras muitas vezes questionáveis, criadas pelos homens e não por Deus.
E quando o homem se dá conta, está seguindo modelos morais, sociais e religiosos no automático, sem questionar se gosta, quer ou sente afinidade com todos os “tenho que” à que se obriga a fazer, passando a viver só em função de papéis: do filho(a), marido(esposa), pai (mãe), profissional...
Junto com o auto-abandono, vem o “pacote” de insegurança, tristeza profunda, depressão, pânico.
Como será então nesse tipo de sociedade “formatada” já nascer diferente?
Nascer com TDAH significa ter uma noção de tempo diferente dos demais: ora ele é rápido, impaciente, quer tudo “para ontem”, ora é letárgico, preguiçoso.
Quem tem TDAH sempre é “guloso”: é curioso, quer saber tudo, quer falar tudo (se possível dizendo a última palavra), quer fazer tudo (de preferência “do seu jeito que sem dúvida é o melhor”), faz várias coisas ao mesmo tempo (ou tenta fazer), quer comprar tudo, quer trabalhar muito,... quer... quer... quer... e de repente se esgota com esse ritmo alucinante em que sua cabeça funciona, com a ansiedade sempre presente. Se afoga na própria desorganização interior e exterior.
Se estressa, se larga, se deprime e com muita facilidade vai da onipotência para a impotência. É a famosa oscilação de humor.
Muitas vezes se isola, como se lá estivesse protegido da incompreensão do mundo.
Sua auto estima acaba, agora além da cobrança do mundo vem a auto-condenação, não sente-se mais confiável.
Como o alívio para a culpa é o castigo, é o que a pessoa passa a atrair para sua vida. Aí sente-se “azarado”, vitimizado, sem a consciência que é responsável por tudo que lhe acontece. Se não descobre o que tem e não se trata, pode “desistir”, sentindo-se impotente até de simplesmente viver.
O papel fundamental da terapia com quem tem TDAH, é justamente esse: devolver ao ser humano o bem que lhe é mais precioso, o resgate de sua individualidade, da sua essência, da sua alma, do seu equilíbrio, sabendo controlar seus impulsos, aprendendo a colocar-se no lugar do outro, respeitando e sendo respeitado.
Com isso, o homem pode sair da grande cilada que faz com ele mesmo: agradar ao “mundo” para que o mundo o reconheça e o ame; uma vez que ele se abandona, que não confia em si, passa a vida esperando o reconhecimento alheio.
Como o processo é inverso, (só é amado e respeitado quem se ama e se respeita), a espera é infrutífera e vitimizante.
Muitos passam a vida inteira responsabilizando e/ou culpando o outro pela sua infelicidade, pela sua carência, sem dar-se a oportunidade de ser o autor da sua vida.
A psicoterapia hoje, atua mais como um processo de despertar, podendo devolver ao ser humano a capacidade de cuidar-se, de investir em si, desenvolvendo sua maturidade emocional para que possa assumir a responsabilidade pela sua própria vida.
O resultado é um ser mais completo, mais maduro, confiante em si, em função da maior liberdade e permissão para ser ele mesmo.
Extraído do site: http://www.universotdah.com.br/
Camilla Correia
Psicóloga - CRP 08/13120 |
TRANSTORNO DO PÂNICO
O QUE É?
O transtorno do pânico é definido como crises recorrentes de forte ansiedade ou medo. As crises de pânico são entendidas como intensas, repentinas e inesperadas, que provocam nas pessoas sensação de mal estar físico e mental, juntamente a um comportamento de fuga do local onde se encontra, seja indo para um pronto socorro, seja buscando ajuda de quem está próximo.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico do transtorno do pânico possui critérios bem definidos; não podemos classificar como transtorno do pânico qualquer reação intensa de medo.
Um ataque de pânico dura de 15 a 30 minutos e pode, em sua maioria, apresentar os sintomas a seguir:
Ø Aceleração da frequência cardíaca ou sensação de batimento desconfortável.
Ø Sudorese difusa ou localizada (mãos ou pés).
Ø Tremores finos nas mãos ou extremidades ou difusos em todo o corpo.
Ø Sensação de sufocação ou dificuldade de respirar.
Ø Sensação de desmaio iminente.
Ø Dor ou desconforto no peito (o que leva muitas pessoas a acharem que estão tendo um ataque cardíaco)
Ø Náusea ou desconforto abdominal
Ø Tonteiras, instabilidade sensação de estar com a cabeça leve ou vazia.
Ø Medo de enlouquecer ou de perder o controle de si mesmo.
Ø Medo de morrer.
Ø Alterações das sensações táteis como sensação de dormências ou formigamento pelo corpo.
Ø Enrubescimento ou ondas de calor, calafrios pelo corpo.
Ø Desrealização (sensação de irrealidade) ou despersonalização (estar distante de si mesmo).
Ø Boca seca e uma vontade imensa de beber água
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CAUSAS
- Psicológicas (são as mais comuns): reação a um stress a uma situação difícil cuja solução é igualmente difícil. Essa situação difícil pode ser profissional, afetiva, financeira, de saúde, entre outras.
- Físicas: alterações no organismo provocadas por medicamentos, doenças físicas, por abuso de álcool e demais drogas.
- Genética familiar de Pânico. Predisposição genética não quer dizer hereditariedade, ou seja, Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico não passa de pai para filho.
Pessoas que apresentam o Transtorno do Pânico devem procurar ajuda especializada e adequada de um psicólogo e de um psiquiatra.
JUCÉLIA JUDITH MARTY
PSICÓLOGA |
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