Para aprender a ler a criança precisa entender que as palavras são compostas por segmentos menores, os fonemas, e que esses segmentos têm um correspondente gráfico, cujo som ele representa.
Ter consciência dessa segmentação da palavra e da respectiva associação entre sons e letras é condição para a aquisição da leitura e da escrita, e é onde se encontra a maior dificuldade das crianças disléxicas.
O trabalho com o desenvolvimento progressivo da consciência fonológica tem sido a principal estratégia dos profissionais que entendem a dislexia sob esse aspecto.
AVALIAÇÃO E TRATAMENTO
Como a dislexia é genética e hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos quanto mais cedo for realizado o diagnóstico melhor para os pais, para a escola e para a própria criança.
A criança deverá passar pelo processo de avaliação realizada por uma equipe multidisciplinar especializada (psicóloga, psicopedagoga, fonoaudióloga, neurologista, etc.).
Além disso, as observações da escola e da família são fundamentais no processo diagnóstico.
A avaliação ajuda a identificar as causas das dificuldades e orienta o encaminhamento mais adequado para cada caso tornando o tratamento mais eficaz e proveitoso
Os resultados irão aparecer de forma consistente e progressiva. Ao contrário do que muitos pensam o disléxico sempre contorna suas dificuldades, encontrando seu caminho. Ele responde bem a situações que possam ser associadas a vivências concretas e aos múltiplos sentidos. O disléxico também tem sua própria lógica, sendo muito importante o bom entrosamento entre profissional e paciente.